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umbigo: entremeio obscuro furo entre fenda e seios senda da sua libido vereda em que passeiam língua e dedos orifício que permeia o desejo poço a um passo de meu sexo c'as mões Não sei escrever sonetos. Não consigo medir o tamanho dos desastres que escrevo, nem as consequências das burradas que faço. No máximo, rabisco uns poemas caolhos, inspirados nos meus percalços. E a vida me dá o troco: ora em aplausos, ora em socos. [anterior] » [próximo] poemas publicados no livro da tribo 2005 copyright © valéria tarelho todos os direitos reservados |